terça-feira, 14 de julho de 2009

Um Blog!

Antes de qualquer coisa, acho que vale a pena me apresentar. Meu nome é Fernando e estou estudando pra ser jornalista. Não que, nesses novos tempos, isso seja uma coisa realmente necessária. Na verdade, não é. Mas também não pretendo me estender nesse assunto cabeludo que é a falência do diploma de jornalismo.

Pra dar início às minhas postagens, que vão começar assim-de-supetão, queria tratar da criação de blogs.

Hoje o Rennan me avisou que teríamos um. Fiquei surpreso e gostei da notícia, imaginando pra quando seria o projeto. Surpresa maior foi descobrir que era pra já! O blog já estava montado, todo bonitinho e pronto pra ser postado, comentado, sujeito a todos os tipos de ações “internáuticas” que possam existir.

Mas como um blog novinho-em-folha surge assim, de repente, num intervalo de uma noite e poucas horas?

Lembro-me de quando eu ainda era quase uma criança e tentei me arriscar na Rede. A partir de um site que nem me lembro o nome, tentava criar um página na internet. Não sei também se era um blog, um flog ou algum outro desses nomes, que caem mesmo no esquecimento, soterrados por tantos outros que pipocam a cada fim de tarde.

Meu processo de criação durou semanas... Não sei se pela inexperiência; pelo acesso à internet restrito aos finais-de-semana, em que a taxa era mais barata; se pela dificuldade de obter a combinação perfeita entre o verde-neon e o preto; se pela dificuldade de encontrar o que postar alí ou se porque, naquele tempo, as coisas eram realmente mais difíceis.

O interessante é que fiquei imensamente feliz quando terminei a minha programação. Fui contar, radiante, ao meu pai. Eu havia criado um site (ou algo do gênero)! Ele não acreditou. Não acreditou mesmo! Não deu bola, nem foi ver... Estávamos atrasados porque íamos ao clube e um site, naquele tempo, era uma coisa de peso. Parecia, ao menos, distante demais de um garotinho.

É claro que o “blog” não foi pra frente. Eu não tinha o que postar e ele, ninguém para ler.

Talvez venha daí, desse quase-trauma, a minha surpresa com a criação imediata de um blog. Um espaço múltiplo, possível de se acessar de qualquer parte do mundo, por qualquer pessoas que tenha um computador conectado. Daqui a gente pode mostrar um milhão coisas e conversar com elas, pode fazer até uma revolução! Pode?

Esse espaço quase mágico – quase mítico, quando se é um garotinho –, hoje pode ser criado com pouco mais tempo que um estalar de dedos. Tudo bem que há blogs e blogs e suas diferenças predizem o tempo de criação. Mas o básico pode ser aprendido em uma das milhares de páginas listadas pelo Google quando se procura: como criar um blog. Eu fui procurar. Eu vi! Qualquer um pode ter seu blog, seu espaço de expressão, divagação, de exibicionismo, de contato com o inimaginável. Qualquer um pode produzir informação rápida, seja ela boa ou má.

Daí parece que voltamos aquela questão chata-chata-chata do diploma, da obrigatoriedade, do jornalismo todo. Mas que, como eu disse, não pretendo tratar.

3 comentários:

  1. Texto muito bom Fernando. Continue porque dá vontade de ler mais....rs

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  2. Também achei muito bom o texto. Uma introdução bem convincente!

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  3. Fernando,
    Gostei da sua estreia.É assim que se começa. Bola pra frente. Parabens!
    Abraços,

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